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Coleta de lixo mecanizada começa com problemas no distrito de Sousas

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A coleta mecanizada de lixo, iniciada na segunda-feira, no distrito de Sousas, em Campinas, está sofrendo resistência de parte dos moradores, que estão retirando os contêineres de algumas ruas. Eles alegam que os recipientes atrapalham o trânsito e temem a ocorrência de mau cheiro no futuro.

Na terça-feira, um dia após a instalação dos primeiros contêineres, eles já começaram a aparecer em locais diferentes daqueles que foram planejados pela prefeitura.

Alguns moradores reclamam, pois terão que andar mais para descartar o lixo. Eles pedem para não se identificar, pois não querem polêmicas com vizinhos. O garçom Manoel Augusto disse que percebeu que tiraram a lixeira de perto da casa dele. Mesmo operado recentemente, ele disse não ter se importado. “A gente anda mais um pouquinho, mas descarta o lixo direitinho. Com o tempo, as coisas vão se ajeitando. Ontem, uma mulher colocou lixo de jardim. Expliquei que não era para isso e ela compreendeu”, disse.

Na Avenida Antonio Carlos Couto de Barros, a principal do distrito, a posição dos contêineres também gera reclamações. Na locadora Fun Home Video, o recipiente estava ocupando a vaga de um veículo, segundo a funcionária Leni Chirello. Ela disse que a solução encontrada foi levar a lixeira para baixo de uma árvore, onde não atrapalha. “Agora ficou bom”, disse. Ela, no entanto, afirmou que será necessário esperar para constatar a eficácia do novo sistema. “É preciso ver se vão dar conta de todo o lixo”, diz.

Na Vila Santana e no Jardim Conceição, outro bairro onde as lixeiras já foram instaladas, está ocorrendo o mesmo problema verificado em Barão Geraldo, onde o sistema foi iniciado: moradores colocam o lixo fora do contêiner.

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DLU

 Para tentar solucionar o problema, o Departamento de Limpeza Urbana (DLU), da Prefeitura de Campinas, vai pedir à Renova Ambiental que encaminhe funcionários para verificar os pontos onde as lixeiras foram removidas e identificar a melhor maneira de solucionar o problema.

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PMC & SMSP

O sistema de coleta mecanizada de lixo apresenta uma série de vantagens, em relação ao convencional, segundo a prefeitura de Campinas. Uma delas seria o custo menor: enquanto pelo modelo convencional há um gasto médio de R$ 120 por tonelada de resíduos, o gasto cai para R$ 90 com o modelo mecanizado, segundo o diretor do DLU.

Outra vantagem é ambiental, de acordo com a administração. “Os contêineres evitam que os resíduos se espalhem pelas ruas. Também minimizam o mau cheiro, a proliferação de insetos, a exposição à chuva e animais e o vazamento de líquidos. Ainda otimiza a coleta, que passa a ser feita com o mínimo de contato humano, facilitando o trabalho dos coletores”, diz texto publicado no site da prefeitura. Os contêineres, segundo a administração, passam por higienização a cada 30 dias, ou antes, se necessário.

Para que a coleta mecanizada seja eficiente, é fundamental que o cidadão faça sua parte no processo. Essa tarefa inclui depositar somente material orgânico no contêiner, não mudar o recipiente de lugar, fechar a tampa e não colocar fogo no contêiner.

 

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1 Comment

  1. Paulo Cesar Caetano
    novembro 27, 2014 at 4:23 pm — Responder

    Sabe de uma coisa…ninguém ta contente com nada…..eu, particularmente vou esperar mais pra dar minha opinião…mais por enquanto acho isso uma boa.

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