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Fazenda construiu represa às margens da CAM 10

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Por Paulo Planta

A construção de uma represa, na Fazenda Angélica, às margens da CAM 10, estrada que liga Sousas a Pedreira, está na mira de ambientalistas. Apesar de embargada pela Cetesb, a barragem para formação do lago está quase pronta. O Congeapa (Conselho Gestor da APA) está pedindo vistas de um processo aberto na Prefeitura de Campinas, para levantar a situação atual do local. A maior preocupação é a proximidade da obra com a mata Ribeirão da Cachoeira, a segunda maior de Campinas, que abriga animais ameaçados de extinção, como onças, lobo guará e o mão-pelada.

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 A SVDS (Secretaria do Verde e do Desenvolvimento Sustentável), da Prefeitura de Campinas, recebeu pedido de liberação da obra e negou. O caso então, foi encaminhado para a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). De acordo com a Cetesb, a obra foi alvo de investigações em 2011, quando foi embargada. A Arsenal solicitou e foi autorizada a fazer obras emergenciais para contenção de processos erosivos, na condição de que caso fossem efetuadas quaisquer outras intervenções na área embargada, o proprietário estaria sujeito à aplicação das penalidades cabíveis. O que o Congeapa quer saber agora é se foram realizadas intervenções irregulares, além das autorizadas, após o embargo e se as compensações ambientais estão sendo cumpridas.

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Segundo Angela Podolsky, da ONG APA Viva e integrante da Comissão de Obras Impactantes do Gongeapa, o órgão tenta, há mais de um ano, sem sucesso, conseguir informações sobre denúncias de irregularidades. “São vistos caminhões trabalhando no local e é preciso saber o que estão fazendo lá”, observa Angela. O Congeapa vai encaminhar à Cetesb um pedido para que seja feita uma vistoria no local, para identificar quais os tipos de intervenções foram feitas desde 2011, quando o órgão conseguiu o embargo da obra.

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 Ambientalistas tentam, agora, impedir que a empresa Arsenal Administradora de Bens Ltda, que entrou com pedido para realização da obra, tenha autorização para alagar a região O lago em construção na Fazenda Angélica, em Sousas, terá 60mil metros quadrados de espelho de água e capacidade para armazenar até 60 milhões de metros cúbicos, segundo o engenheiro Carlos Fachinelli, responsável pela obra. Ele admitiu que existe um embargo da Cetesb, mas disse que algumas intervenções estão autorizadas e que só elas estão sendo feitas. Segundo Fachinelli, a empresa está autorizada a realizar obras emergenciais para evitar erosões. Ele diz também que as compensações ambientais exigidas pela Cetesb estão sendo feitas dentro da área da fazenda, que tem, segundo ele, como atividade principal a criação de gado.

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