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Em Amparo, DAEE apresenta projeto para novas represas

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Plano

O projeto das barragens de Pedreira e Duas Pontes voltou a ser questionado ontem, 25, durante seminário realizado em Amparo, para debater a construção das represas. Além de criticar os locais escolhidos, ambientalistas e representantes de entidades fizeram uma série de questionamentos. Eles querem saber, por exemplo, se haverá água para encher as represas, lembrando a estiagem que atinge o Estado. Outra dúvida levantada foram as contrapartidas a serem feitas por causa da realização das obras.

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Mario Tabata, coordenador de projetos do DAEE, diz que a avaliação histórica das precipitações na região foram levadas em consideração. Baseado nelas, disse, o reservatório ficará cheio. Foi quando lembraram na plateia que com esse tipo de raciocínio o Sistema Cantareira também deveria estar cheio. “A gente espera que tenha água. Caso contrário, teremos de mudar de Estado”, disse Tabata. Quanto às contrapartidas, ele disse que elas terão de ser negociadas no âmbito político, entre Prefeituras e Governo do Estado.

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Uma das críticas mais contundentes às construções das barragens é a argumentação de que elas não produzem água, mas apenas armazenam. Os ambientalistas defendem a realização de projetos para recuperar nascentes e de reflorestamento e dizem que o dinheiro para as obras (R$ 650 milhões) deveria ser investido neles. Segundo Nicole Levy, do Núcleo Caetê, que se dedica à educação ambiental em Amparo, existem meios viáveis para reflorestamento e recuperação de nascentes, o que traria a água de vota aos rios. “Mario Tabata argumentou que esse tipo de atuação leva muito tempo para dar resultado e que a demanda de água é grande e urgente.

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Revolta

O clima de revolta marcou o seminário realizado anteontem em Amparo, para debater a construção das barragens. O participantes pensavam tratar-se de uma audiência pública, por causa de um erro no site do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica). O título da matéria comunicando a realização do seminário informa erroneamente que se trataria de uma audiência pública. Outros problemas colaboraram para irritar os participantes. O comunicado sobre o seminário informou o endereço errado do evento, o que levou muitos participantes a se atrasarem. O tamanho reduzido do local destinado para o encontro também foi motivo de protestos. Organizadores tentaram impedir a entrada de algumas pessoas, mas acabaram cedendo. 

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1 Comentário

  1. Tereza Penteado
    novembro 28, 2014 at 12:20 am — Responder

    Desorganização e falta de estudos refletem o que foi o evento.Confirem nos videos que estão no youtube Resgate Cambui

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