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Campo Grande e Ouro Verde têm 310 mil votos

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Número de eleitores do Campo Grande e Ouro Verde cresce e isso poderá resultar na criação de novos distritos

Campo Grande e Ouro Verde

Campo Grande e Ouro Verde

No ano em que os leitores de Campinas serão consultados sobre a criação dos distritos do Campo Grande Ouro Verde, o eleitorado nessas regiões, que concentram quase a metade da população de Campinas, cresceu mais do que a média nacional e municipal na comparação com 2010. Hoje, as áreas têm 310 mil pessoas aptas a votar. Apenas no Ouro Verde o aumento foi de 13%. No Campo Grande, 8%. Nas últimas eleições gerais, em 2010, 135,8 milhões de pessoas compunham o eleitorado no Brasil. Este ano são 142,8 milhões — aumento de 5,17%. Em Campinas, o número saltou de 761,7 mil para 807,5 mil, crescimento de 6%.

Subprefeituras
A Justiça Eleitoral determinou que Campinas realize um plebiscito sobre a criação de dois novos distritos na cidade. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) aprovou por unanimidade o pedido de consulta popular para que as regiões do Ouro Verde e Campo Grande ganhem subprefeituras. Pela decisão, a população dessas duas regiões opinará sobre o tema no primeiro turno das eleições, em outubro, junto com as escolhas para presidente, governador, senador e deputados (estadual e federal).
De acordo com dados do TSE, a região do Ouro Verde ganhou um incremento de quase 20 mil pessoas. Passou de 146,2 mil em 2010 para 165,5 mil — 13,2% maior. No Campo Grande o número é 8% maior. Há quatro anos, 133,8 mil eleitores moravam na região — atualmente são 144,5 mil.

Para o cientista político e professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (IFCH), Valeriano Costa, o número é surpreendente. “A questão tem a ver com uma série de fatores, demográficos e políticos. Uma das questões é que as pessoas que migram se instalam nesses bairros. O custo de vida é menor os terrenos são mais baratos”, disse.
A técnica de enfermagem Odileide Gomes Rocha, de 31 anos, mora no Ouro Verde e trabalha no Campo Grande, e é contra os novos distritos. “Para mim há muito interesse político. Não acredito que vá melhorar a região. Na prática não vai funcionar, vai servir apenas para criar mais cargos”, opina.
O cientista político afirma que a mudança não altera muito a vida da população — para isso, é preciso mobilização. “Em princípio não se percebe muita diferença, mas o que pode acontecer é uma política mais ativa da Prefeitura em relação ao distrito. (A população) tem que colocar a cara, se organizar internamente e reivindicar algum tipo de política específica, como distrito, como pedir autonomia para manutenção de ruas, parques. Sem isso, fica simplesmente o nome: distrito. Depende de ação política do prefeito e da população”, diz Valeriano.
 
Correio Popular
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