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Brasil poderia elevar PIB em US$ 35 bi se fizesse uso inteligente do lixo, diz estudo

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O Brasil poderia economizar até 1% da demanda elétrica do país e aumentar em US$ 35 bilhões seu PIB se aplicasse políticas mais inteligentes no uso e reciclagem de seu lixo.

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É o que diz um estudo divulgado nesta segunda (23) pelo Banco Mundial em conjunto com a fundação ambiental ClimateWork.

Se os 42% dos detritos sólidos hoje no Brasil lançados em lixões a céu aberto fossem colocados em aterros sanitários, com aproveitamento do biogás e compostagem do lixo orgânico, as vantagens econômicas também produziriam até 110 mil novos empregos nos próximos 18 anos.

O tratamento integrado do lixo é uma das “políticas inteligentes” estimuladas pelo Banco Mundial no estudo.

Atualmente, segundo o estudo, 58% do lixo no Brasil vai para aterros sanitários.

Esses programas exigiriam investimentos de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões por ano até 2030. Sem a separação do lixo feita nas próprias residências, o projeto seria “economicamente inviável”.

O texto do estudo ainda diz que o lixo incinerado sem controle da poluição do ar cria gases tóxicos e o descarte impróprio polui rios e oceanos, “ameaçando ecossistemas, pesca e turismo”.

FOCO NOS EMERGENTES

O estudo chamando “Aumentando os benefícios” é considerado preparatório para a Cúpula do Clima da ONU que será realizada em setembro em Nova York.

Os “estudos de caso” destacados são todos focados em países em desenvolvimento, como Brasil, México, China e Índia, ainda que a emissão de carbono per capita é muito mais alta nos países ricos.

O relatório diz que “políticas governamentais que melhoram a eficiência energética, gestão do lixo e políticas de transporte público” poderiam aumentar a economia global em US$ 1,8 trilhão, equivalente a 75% do PIB do Brasil.

Outros estudos apresentados falam do impacto que corredores de ônibus teriam na Índia, uso de energia solar no México e o uso de fogões “limpos” na China.

Fonte: Folha de SP

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